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Envelhecer ou Empreender com saúde envolve escolhas ao longo da vida
24/10/2015 - por Jusivaldo Almeida dos Santos

Este é o primeiro artigo de uma série sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida que iremos abordar, trazendo reflexões valiosas a partir de entrevistas com especialistas nesses assuntos. É comum, em minhas palestras ou em atendimentos pessoais aos meus assessorados, pedirem orientação sobre o cálculo necessário para chegar a uma aposentadoria equivalente a 80% e até a 110% do último salário recebido na vida ativa, ou até mesmo solicitarem fórmulas matemáticas para chegar ao primeiro ou terceiro milhão de reais.

Digo sempre que a matemática e a estatística, aliadas a uma boa dose de disciplina e conhecimento, podem nos ajudar na solução. Mas a grande reflexão que deveria ser feita é “como tenho cuidado da minha saúde, já que viverei mais? como estarei aos 55, 60 e 80 anos?”. Associar o sucesso da vida tão somente ao resultado alcançado na “Saúde Financeira” pode ser um grande engano. Dessa forma, cuidar da saúde mental, espiritual e física pode ser um dos seus investimentos mais rentáveis ao longo da vida. Feita essa reflexão, podemos falar sobre alguns conceitos básicos sobre a saúde pública e suplementar no Brasil.

O sistema de saúde pública do Brasil pode ser descrito, em linhas gerais, pelo convívio de um sistema de saúde privado (Suplementar), que perdurou por mais de 40 anos antes de ser regulamentado pela Constituição Federal de 1988 e fiscalizado com maior rigor a partir do ano 2000, com a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esse sistema é suplementar ao Sistema de Saúde Único (SUS) – sistema público, que se caracteriza por possuir uma oferta insuficiente de atendimento básico da população em relação à demanda existente hoje no Brasil.

O setor de saúde suplementar: É formado principalmente por prestadores de serviços e operadoras de planos de saúde. Os prestadores de serviços compreendem hospitais, médicos, clínicas médicas, laboratórios de análises clínicas e centros de diagnósticos por imagem. As operadoras de planos de saúde compreendem cooperativas médicas, instituições filantrópicas, operadoras de autogestão, seguradoras especializadas em saúde e empresas de medicina de grupo.

.  População atendida: Dados disponibilizados pelo IBGE, ANS e FENASEG relativos à população brasileira mostram que o número de usuários desses planos suplementares, excluindo os planos odontológicos, tem crescido ao longo da última década, ultrapassando 71 milhões de brasileiros em 2013.

.  Faixa etária: Estudos mostram que o valor do custo médio de internação hospitalar nos grupos de usuários de planos com 59 anos de idade ou mais é o que mais cresce, seguido pelo dos usuários de 0 a 18 anos. Esses números refletem as duas faixas de maior procura pelos serviços dos planos de saúde – crianças e idosos. Os estudos também evidenciam que os beneficiários mais jovens apresentam baixa frequência de internação hospitalar, enquanto os idosos apresentam ocorrências de internação maiores.

.  Custos na saúde suplementar: Quando falamos de assistência à saúde, não podemos apenas falar de procedimentos médicos, pois existem nessa cadeia também os custos com os avanços tecnológicos, e com isso os usuários, a cada ano, se submetem a exames mais minuciosos e preventivos. Existem estudos nos EUA que mostram que 1/3 dos vários procedimentos médicos é realizado pelos usuários de forma imprópria, ou seja, existem casos em que os usuários não retiram o exame e repetem o mesmo em data posterior. No Brasil não é tão diferente: empresas que adotam a autogestão do plano de saúde, quando detectam esse tipo de procedimento, cobram uma taxa extra do funcionário pelo mau uso. Esses mesmos estudos mostram que mais de 53% dos usuários vêm diminuindo os cuidados médicos devido ao alto custo dos exames a partir dos 59 anos de idade. O fato é que os idosos pagam mais, mas o valor ainda é abaixo do risco deles. Os jovens acabam bancando os mais velhos e, na minha opinião, esse modelo é muito arriscado para as gerações futuras.

.  Estratégias para redução de custos dos planos de saúde: Tanto as empresas quanto os usuários devem investir fortemente em programas de promoção à saúde e prevenção de doenças. Sempre recomendo porque, quanto maior for a displicência do usuário com a saúde no presente, maior será a possibilidade de um alto custo no futuro. Assim, se não for dada atenção já, isso pode virar um tiro no pé da empresa e no do usuário amanhã. Quanto melhor nos tratarmos hoje, maior será nossa expectativa de vida e um menor custo com saúde no futuro. Pela lei brasileira, a diferença nos preços pode ocorrer apenas com base na idade do usuário, não em outros critérios. Mas sabemos que, na prática, a coisa é outra. Por isso aconselho: antes de contratar ou portar seus direitos para outras operadoras de saúde, consulte sempre um especialista da área. Esta atenção deve ser redobrada a partir dos 49 anos de idade, idade em que existem muitas opções de planos associativos ou classistas, como CRC, CREA, CRP e outros.

.  Planos de saúde empresarial: Na maioria das vezes, as regras do contrato são por adesão coletiva da massa de usuários no mesmo momento. Dessa forma, a empresa tem uma margem maior para negociação dos valores finais, barateando o custo por usuário. Mas fique atento: se você tem a sorte de ter uma empresa pagando parte ou integralmente seu plano de saúde, aconselho que procure saber quanto sairia esse mesmo plano caso você tenha que pagar por ele sozinho. Você irá se surpreender com o valor. Não se apavore, procure se planejar para o futuro e comece a poupar o quanto antes para cobertura do plano de saúde em caso de desligamento ou aposentadoria, se necessário. E, se for possível, mude o perfil de seu plano antes de sair da empresa. Agora, se você for virar um Empreendedor “PJtinha”, pode procurar um plano para PME – Pequenos e Médios Empresários, disponíveis a partir de 3 vidas no mesmo plano. Vale a pena!

.  Orientação ao consumidor: A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) criou o Guia do Consumidor, que esclarece as principais questões referentes aos planos de saúde. O conteúdo traz as regras válidas na prestação do serviço de saúde suplementar do país, de acordo com a legislação em vigor e com as normas editadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Temas como vigência de carências, redes de atendimento, procedimentos cobertos, reajustes de mensalidade, reembolso, portabilidade e tipos de planos quanto à cobertura assistencial também foram abordados. A versão digital do guia foi publicada aqui no seu site. Para acessar a versão e saber mais, clique aqui.

Espero ter ajudado. Você já sabe: na dúvida, busque se informar com especialistas, e lembre-se de que, nos últimos 3 anos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – já suspendeu a venda de mais de 300 planos de saúde em todo o país.

Abraço e até breve!

 
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