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A indexação do salário muda a relação produto / trabalho e causa recessão
14/03/2017 - por Shotoku Yamamoto

Do ponto de vista da teoria monetarista, inflação é a diminuição no poder de compra da moeda, como de fato é. Portanto, inflação nada mais é do que um fenômeno monetário e, para controlá-la, basta controlar a quantidade de moeda em circulação.

Entretanto, esta teoria funciona em uma economia sem indexação dos preços dos insumos, fato que não ocorre na economia brasileira.

Após o fortalecimento do sindicalismo no Brasil, o principal insumo industrial, que é a remuneração do trabalho, começou a DIMINUIR a relação PRODUTO / TRABALHO em detrimento do capital. Para provar esta tese, vamos imaginar uma economia de escambo, sem uso da moeda, já que inflação, segundo a teoria de Milton Friedman, é um fenômeno monetário.

Em uma economia imaginária, os produtores geram, no período de um ano, 10.000 toneladas de alimentos e remuneram os trabalhadores com 20% da produção. Assim, os trabalhadores recebem, no final do período, 2.000 toneladas de alimentos. No ano seguinte, os trabalhadores se unem, por meio do sindicato, e passam a exigir 21% da produção a título de remuneração do trabalho, sem aumento da produtividade. Portanto, a produção no segundo ano continuará 10.000 toneladas e os produtores passarão a transferir aos trabalhadores 2.100 toneladas de alimentos. Os produtores que, no ano anterior, dispunham de 8.000 toneladas para pagamento de impostos, energia, outros insumos e remunerar o capital, no segundo ano terão 7.900 toneladas. Ao continuar com esta progressão da remuneração dos trabalhadores nos períodos seguintes, fica evidente que a fatia dos produtores irá diminuir continuamente até que os produtores ficarão sem nenhuma parte da produção para remunerar o capital e acabarão encerrando a atividade produtiva.

Essa hipotética economia de escambo só poderia funcionar desde que houvesse aumento da produtividade na mesma proporção do aumento da remuneração do trabalho. Isto é, com o mesmo número de trabalhadores fossem produzidas, no segundo ano, 11.000 toneladas de alimentos e não 10.000.

Com isso, creio que fica evidente a urgente necessidade de acabar com a indexação dos preços de todos os insumos industriais, principalmente a mão de obra. Aliás, o Plano Real levado à prática em 1994 já condicionava o seu êxito ao fim da indexação, porque, em última análise, era o fator determinante da geração do déficit público, emissão de moeda e aumento da carga tributária. O Banco Central, para eliminar o efeito inflacionário desta emissão, vende títulos do Tesouro Nacional pagando juros “pornográficos” para trazer de volta estas moedas, aumentando o endividamento. Portanto, o próprio governo foi vítima da indexação. Se o governo federal não tivesse os poderes de emitir moeda, colocar no mercado títulos da dívida pública e aumentar a carga tributária em uma canetada, estaria na mesma situação que se encontra a maioria dos estados e municípios, inadimplentes como as empresas.

Para finalizar, a inflação brasileira não é apenas um fenômeno monetário e, portanto, a política de restrição ao crédito é inócua no combate à inflação porque, se de um lado diminui a demanda, por outro, diminui também a oferta porque a produção está diminuindo com a falência das indústrias.

 
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