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05/12/2019 - Pesquisa identifica novas tendências do voluntariado corporativo no mundo

Há cerca de cinco anos, as empresas estavam preocupadas em alinhar seus programas de voluntariado aos objetivos de negócio. Hoje, estão mais preocupadas com os impactos internos na corporação e com a aquisição de habilidades de seus funcionários.

A conclusão é um dos destaques da Pesquisa Voluntariado Corporativo no Mundo, elaborada pelo Itaú Social. O estudo foi realizado com 47 empresas nacionais, regionais e mundiais, sediadas na Ásia, Europa, África, América do Norte e América do Sul.

“Os voluntários e o seu compromisso são mencionados por quase metade das empresas como o seu maior orgulho”, afirma a especialista em Mobilização Social do Itaú Social, Claudia Sintoni. “Os entrevistados nos contam também que é motivo de muito orgulho constatar que a empresa está buscando soluções concretas para os problemas sociais”.

A tendência para a próxima década é que as companhias optem por ações que agreguem valor e gerem mudanças contínuas, ao invés de investirem em projetos focados apenas em atos isolados. O estudo detectou que elas começam a reconhecer a importância de considerar as especificidades regionais no desenho dos programas, assim como a colaboração com programas de várias empresas em ações locais conjuntas. Ainda não há, entretanto, uma adesão ativa aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e falta maior compreensão do tema.

A alta liderança tem demonstrado envolvimento com os programas de voluntariado, apoiando, incentivando os colaboradores e participando de algumas ações. Porém, há pouco engajamento da gerência média, que se traduz em falta de apoio e até uma certa indiferença. Isso pode ser explicado, em parte, pela difícil equação entre a pressão por resultados e a disponibilidade de horas para o funcionário sair do trabalho e atuar na comunidade.

Essa é uma questão que aparece entre as principais preocupações das empresas em relação ao voluntariado: o desafio do equilíbrio entre as responsabilidades como empregado e aquelas que ele tem como voluntário. Outros pontos de atenção são conciliar o padrão global às necessidades particulares; as ações necessárias com recursos disponíveis e as equipes pequenas; e inovação.

Um fator que pouco avançou nos últimos 15 anos, segundo o estudo, foi o pensamento avaliativo. As empresas ainda têm dificuldade em avaliar o impacto de suas ações e permanecem considerando como indicadores o registro de horas, de voluntários, das pessoas atendidas ou alcançadas.

Áreas temáticas e inovação

Para grandes empresas mundiais, ter um programa global de voluntariado ainda é um desafio. A maioria ainda declara não sentir que seu programa é realmente global e consistente.

Os principais temas de atuação continuam sendo educação, crianças e jovens, saúde e comunidade em geral. O apoio às catástrofes permanece entre as prioridades, mas muitas estão ajustando as ações às reais necessidades das regiões afetadas e suas populações. Na prática, querem ir além de ações pontuais de envio de alimentos e materiais, por exemplo. Outra tendência bastante focada em ações específicas são os programas cross-borders ou transnacionais, que envolvem a atuação do voluntariado em outros países.

A inovação se traduz nos variados formatos de desenho dos programas, seja pelo tema, pela criatividade na conexão com os objetivos de negócios, pelo tipo de ação ou pelo modelo de gestão.

Entre as práticas citadas como inovadoras estão as escolas de líderes, com foco na capacitação dos voluntários que estão na governança dos programas; e o incentivo para que os funcionários proponham atividades com entidades sociais, estratégia capaz de multiplicar o número de ações.

Outro ponto inovador é a forma como está sendo visto o voluntário, considerado como agente de transformação local, que qualifica a atuação social da empresa nas comunidades onde está presente. “O protagonismo do voluntário traz a realidade da comunidade para dentro do Programa. Ele participa das decisões em relação à aplicação do investimento social e das prioridades para a atuação voluntária”, explica Claudia.

Entre as ações inspiradoras, as empresas destacam a possibilidade de transferir conhecimento aos membros da comunidade, capacitando-os a resolver os problemas locais. Algumas companhias citam também o envolvimento de clientes nos trabalhos voluntários.

Gestão

A maioria das empresas se organiza e administra seus programas de voluntariado por meio de comitês. Essas pequenas células favorecem a conexão com o programa central, o vínculo com os voluntários e as parcerias locais com as organizações da sociedade civil. Os comitês podem ser regionais, ou podem estar organizados também por área de atuação (como meio ambiente, diversidade, empreendedorismo comunitário) ou área interna da empresa (como finanças e recursos humanos).

Os comitês locais normalmente são responsáveis pela comunicação e pela formação (à distância ou presencial) dos voluntários. As formações podem ser gerais, conceituais ou específicas para atividades, capacitando-os para mobilização, coordenação de eventos e de ações.

Além disso, cada vez mais empresas estão confiando em parcerias com as organizações da sociedade civil, reconhecendo o conhecimento que elas têm da realidade. Essa constatação reforça a preocupação das companhias com a transformação da sociedade por meio de um corpo de voluntários bem preparados e conectados com as necessidades ao redor do mundo.

 
02/12/2019 - 8 Dicas de como criar uma equipe de alta performance

Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos. Esta é a mais importante afirmação quando se fala em equipe de alta performance. Pode até parecer meio óbvio dizer isso, mas o desempenho de uma equipe é tão importante quanto o próprio. Uma equipe de alta performance pode fazer toda a diferença no sucesso de uma empresa. O desafio aqui é fazer com que todos compartilhem os mesmos valores, com objetivos claros e uma única visão do negócio.

Para isso, é necessário sinergia, que significa trabalho em conjunto. Sinergia é quando duas ou mais causas produzem um efeito maior que a soma dos efeitos que produziriam atuando individualmente. No mundo corporativo, sinergia é a comunicação coerente, em que os valores individuais (paixão, disciplina, visão e consciência) se identificam e alinham com os valores organizacionais, de tal modo que os valores das diferentes equipes possam se harmonizar entre si.

A organização é uma reunião de pessoas voltadas para a realização de um objetivo comum. O dia-a-dia de grande parte das empresas se estrutura a partir de múltiplos propósitos, apresentando tipos de "reunião de pessoas" responsáveis por diferenciados graus de dificuldade em relação ao cumprimento da missão básica proposta. Integrar essas equipes e torná-las sinérgicas é um processo de mudança voltada basicamente para a melhoria do nível qualitativo dessa "reunião de pessoas", em relação aos objetivos organizacionais estabelecidos.

Alguns benefícios de sinergia na organização são: as equipes têm mais fontes de informações, são mais criativas, o trabalho em equipe incrementa a aprendizagem, há satisfação das pessoas quando participam de um processo de decisão e os membros das equipes aprendem mais sobre si próprio.

E como a gente constrói isso? Para Ivan Correa, Sócio-Diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento, para criar uma equipe de alta performance são necessários os 8 C´s: comunicação, compartilhamento, cooperação, confiança, comprometimento, conflito, criatividade e consenso.

Comunicação - Para evitar mal-entendidos e retrabalho, a comunicação entre todos os envolvidos precisa estar alinhada. Existem diversas formas e ferramentas que auxiliam nesse processo: reuniões semanais, feedbacks, comunicados internos, status report etc.

Compartilhamento - Equipes de alto desempenho aprendem e aprimoram tudo o que fazem. Os integrantes se preocupam com o desenvolvimento uns dos outros e implementam processos compartilhados e métodos de interação que facilitam o aprendizado e, por fim, levam a um melhor desempenho. Como líder, desenvolva uma cultura de aprendizado incentivando repetidamente os funcionários a refletir sobre o que aprendem, em seguida compartilhando seus aprendizados com os outros do time.

Cooperação - O espírito de equipe é fundamental para que a empresa atinja os resultados desejados e garanta clientes satisfeitos. Por isso, crie e compartilhe com os funcionários a visão estratégica do negócio, transformando-a em realidade. Se a empresa deseja ser vista como inovadora, coloque inovação nos seus atos. Estimule a cooperação entre os funcionários para fortalecer o relacionamento entre eles e reforçar a importância do trabalho em equipe.

Confiança - O verbo que define uma equipe de alta performance é: confiar. Isso porque confiança é a base de qualquer grande relacionamento. Quando você acredita que os membros de sua equipe são competentes e confiáveis, você pode gastar menos tempo se preocupando sobre como as coisas serão realizadas e mais tempo realizando juntos. Os líderes podem fomentar uma cultura de confiança apreciando bons comportamentos, mas também liderando pelo exemplo. Por exemplo, que tal dar mais autoridade para quem merece confiança? O reconhecimento estimula o desenvolvimento.

Comprometimento - O comprometimento de todos os membros da equipe é fundamental um com os outros, com a organização e com seu próprio crescimento individual. Os líderes podem promover isso garantindo que todos entendam a importância de seu papel para a equipe e como seus pontos fortes e habilidades específicas contribuem para o sucesso da equipe como um todo. Não é apenas sobre o impacto individual; é também sobre como cada membro da equipe influencia positivamente o grupo.

Conflito - Um dos pontos fundamentais na Gestão de Pessoas é o domínio em lidar com momentos de crise e conflitos do cotidiano. Fatores internos e externos podem inevitavelmente desencadear uma instabilidade dentro de uma empresa. Desta maneira, é trabalho do líder, amenizar essas turbulências que podem ocasionar em prejuízos, desenvolver planos criativos para equilibrar as emoções, persuasão para motivar a equipe mesmo em momentos de crise e principalmente elaborar meios para aumentar resultados.

Criatividade - O líder também deve ter uma mente aberta e disposta a mudanças. Isso porque, muitas vezes, é preciso inovar e quebrar paradigmas para obter resultados de alta performance. Ao trilhar caminhos diferentes, a criatividade e a liberdade de expressão são favorecidas. Sendo assim, quando o é permitido que os colaboradores trilhem caminhos pouco usuais, eles podem encontrar soluções diferenciadas para o negócio. Não se deve esquecer, porém, que é necessário sempre trabalhar com foco nos valores da empresa.

Consenso – Se existe comunicação e compartilhamento de informações, começamos a gerar os outros C´s até chegar em consenso. Conflitos, por exemplo, são saudáveis quando promovem discussões em time e estimula debates, o que geralmente resulta em benefícios para o projeto e para os respectivos membros do time, chegando a uma única ideia, a um único consenso.

"Sozinho eu vou mais rápido, junto eu vou mais longe. Esta deve ser a premissa de uma equipe de alta performance. É preciso adotar uma cultura colaborativa, onde todos colaboradores mantêm sua participação ativa dentro da empresa, em um ambiente de cooperação e colaboração, e nada disto será possível se não entendermos a importância do trabalho em equipe", finaliza Ivan Correa.

 

 
28/11/2019 - Evento discute como a presença de mulheres líderes aumenta em 20% a produtividade das empresas

A presença de mulheres em cargos de gestão está entre os assuntos mais debatidos do mundo corporativo e o Brasil já começa a ganhar destaque em relação a esse tema. O Ministério da Economia aponta que as mulheres ocupam 43,8% dos cargos de gestão do país nas áreas de administração pública e no setor de serviços, o décimo lugar em um ranking mundial sobre o assunto. A presença de mulheres em cargos de liderança também representa resultados 20% melhores para as empresas, segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para debater o potencial de crescimento das empresas e as oportunidades e desafios para as líderes femininas no mundo corporativo, a empresa curitibana de tecnologia Gateware promoverá, no dia 5 de dezembro, na sede da empresa, o evento gratuito WOMAN on TOP.

O encontro vai reunir algumas das mulheres que se destacam na liderança de equipes em diferentes segmentos de atuação. Estarão entre as palestrantes nomes como Milena Seabra, diretora corporativa da GRPCOM, e Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba e coordenadora do projeto do Vale do Pinhão.

"Queremos levar exemplos de mulheres que superaram desafios e hoje são reconhecidas pelo trabalho que fazem. A participação feminina no mercado de trabalho e nos cargos de liderança é cada vez mais crescente e queremos inspirar essas mulheres a alcançarem seus sonhos profissionais", explicou a diretora de operações da Gateware, Niviani Rudek.

Os participantes também poderão conferir uma mesa redonda composta por Andrea Gauté, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Débora Kretzer, recrutadora da EBANX, Lorenna Oliveira, especialista em Recursos Humanos da Electrolux, e Andie Linhares, especialista em estratégias digitais da Prefeitura Municipal de Curitiba. O debate será mediado por Niviani Rudek.

A Gateware é uma empresa especializada em gestão de projetos e criação de softwares sediada em Curitiba e com operações em São Paulo que vem dobrando o seu faturamento ano a ano. Na empresa, as mulheres são maioria nos cargos de gestão (4 contra 2 homens). Além disso, quase metade do total de colaboradores é do sexo feminino, números incomuns para o mercado de tecnologia. Segundo Niviani, contar com a diversidade em todos os âmbitos da empresa, inclusive na liderança, é essencial para um trabalho mais produtivo.

"O olhar clínico e detalhista dentro de uma estratégia prevendo as consequências das decisões que serão tomadas é uma característica marcante das mulheres em cargos de liderança. Isso faz com que todo o processo se torne mais produtivo e com que os resultados sejam alcançados mais rapidamente. Contar com essas competências é essencial para cada empresa", explica ela.

Para participar é preciso se inscrever por meio do link. A participação é gratuita. As inscrições são gratuitas. Para participar basta trazer produtos de higiene pessoal femininos (sabonete, shampoo, condicionador e absorventes) que serão doados a mulheres em situação de rua, através de parcerias com ONGs. Ao todo serão disponibilizadas 60 vagas.

 
28/11/2019 - As possibilidades trazidas pela revolução digital no campo dos investimentos coletivos

A mudança nos hábitos de consumo trazida pela era digital é generalizada. Novas plataformas e aplicativos tem mudado a forma como viajamos, nos locomovemos, escutamos música e assistimos filme. No mundo dos investimentos financeiros, não é diferente. A modalidade chamada Equity Crowdfunding é para os investidores o que o Spotify é para quem ouve música: um facilitador.

A ideia é conectar investidores a empreendimentos que estão em busca de captar recursos para se desenvolverem. É uma lógica similar às "vaquinhas" online, que, por meio de uma plataforma, arrecadam dinheiro dos internautas para determinado objetivo. No Equity Crowdfunding a captação também é realizada no ambiente digital, mas em vez de fazerem doações, as pessoas adquirem um título de investimento, cuja remuneração pode ser em juros ou percentual de participação societária da empresa emissora.

A modalidade, que foi regulamentada no Brasil em 2017, pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), está em plena expansão. Segundo dados do órgão, de 2016 a 2018, os recursos captados por meio de Equity Crowdfunding aumentaram em 451%, enquanto o número de investidores registrou alta de 716%. Neste ano, a velocidade com que a meta de captação de uma plataforma foi atingida chamou atenção. Em sua primeira emissão, referente a um edifício residencial, a Vangardi, novo braço de investimento coletivo da Investor, captou R$1 milhão em apenas oito horas reunindo mais de 555os ojessse, em se cadastrar em nosso site e ser informado um pouco mais sobre a modalidade e as oportunidades  investidores.

Para quem já tem o hábito de investir, trata-se de uma oportunidade de ampliar e diversificar a cartela. Afinal, a modalidade permite aportar valores menores em mais projetos, o que reduz a vulnerabilidade aos eventuais riscos. Além disso, a praticidade de realizar seus investimentos no conforto de casa ou na tela de um smartphone é um atrativo para o investidor, uma vez que não é preciso lidar com a burocracia dos bancos.

Equity Crowdfunding também tem atraído um novo público. A redução da taxa Selic tornou o momento favorável para investimentos  de maior risco e maiores retornos, que normalmente exigem valores elevados dos investidores. A nova modalidade vem justamente para democratizar o acesso. No caso da Vangardi, por exemplo, com apenas R$1 mil, as pessoas podem apostar em empreendimentos com elevados potenciais de sucesso. O edifício Streit, que já conta com 100% das unidades vendidas, foi o primeiro emissor da nova plataforma, cujas expectativas de retorno variam entre 12% e 20% ao ano.

Trata-se de uma porta de entrada para o universo dos investimentos que, por sua vez, é um passo importante na busca pela independência financeira. Apostar em startups em desenvolvimento ou imóveis em construção pode render ao investidor uma renda passiva considerável no longo prazo. Com o Equity Crowdfunding, a oportunidade de se aproximar cada vez mais da tão sonhada estabilidade financeira está a poucos cliques de distância.

 

 
28/11/2019 - Em edição recorde, São Paulo recebe principal evento de vendas B2B do Brasil

Pelo segundo ano consecutivo, os empreendedores paulistanos terão a oportunidade de ter um dia de imersão sobre principais tendências e técnicas de vendas B2B, além de temas ligados às áreas de marketing, customer success, gestão de negócios e pessoas. O conteúdo será trazido por renomados especialistas do mercado, em cinco palcos diferentes, durante o Ramp Up Tour, que acontece no dia 10 de dezembro, no espaço ARCA. 

De acordo com Ricardo Corrêa, CEO da Ramper e idealizador do Ramp Up Tour, o evento visa trazer o conhecimento de novas metodologias e tecnologias expostas pelas empresas patrocinadoras e apoiadoras, encorajando também os participantes a promover a revolução digital em seus negócios.

"O Ramp Up Tour é indicado para profissionais de vendas, marketing e customer success interessados em aperfeiçoar seus conhecimentos, além de gestores de pessoas e empreendedores que pretendem acelerar seus negócios", argumenta Corrêa, que também vai realizar a palestra master do evento. Na ocasião, ele vai expor como a empresa conseguiu dobrar o seu faturamento neste ano, sem aumentar o investimento, além de explicar como é possível definir processos de vendas e estabelecer metas para garantir o crescimento contínuo dos negócios. 

Ainda entre os destaques da programação está a apresentação de Marcelo Lombardo, CEO da Omie, que vai expor ao público as vantagens do conceito Blitzcaling e alguns capítulos não contados sobre o crescimento acelerado de startups com base no histórico da startup, no palco "Gestão". No mesmo painel, o CEO e fundador da Smart Money, Fábio Póvoa, pretende mostrar como um fundo de venture capital pode agregar valor ao portfólio das empresas investidas, numa ótica muito além do dinheiro. 

No palco "Vendas", Fernando Liberato, CSO da Aurum, irá contar a história da máquina de vendas da empresa, que levou o negócio a ser comprado por uma companhia canadense. Já no espaço "Customer Success", o destaque fica por conta de Diego Azevedo, gerente estratégico de operações da MindMiners. Ele irá mostrar como transformar o funil de vendas em uma ampulheta de receitas. Além disso, no palco "People", Camely Rabelo, diretora de desenvolvimento comercial da Omie, traz os 7 hacks para qualquer executivo de vendas decolar na carreira.

A programação completa do Ramp Up Tour São Paulo está disponível no próprio site. A expectativa da organização é receber mais de 1.000 participantes. Antes da capital paulista, o evento passou neste ano por Florianópolis, Goiânia, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, além de mais 10 importantes cidades brasileiras em edições pockets. 

 

 
28/11/2019 - Metade das startups iniciaram seu negócio com investimento abaixo de R$ 500 mil

Segundo Mapa das Fintechs Visa, quase metade das 175 startups que se inscreveram para o Programa de Aceleração da empresa em 2019 receberam aportes de até R$ 500 mil. Os valores variam: 9,2% das empresas receberam até R$ 50 mil, 44,6% entre R$ 100 mil a R$ 500 mil, 38,5% receberam de R$ 500 mil a R$ 2 milhões e, 7,7% disseram ter recebido aportes acima de R$ 2 milhões.

Ainda sobre investimento externo, as fintechs afirmaram ter recebido aportes de diversas fontes, e especificaram as provindas de Aceleradoras (5,4%), Investidores Anjo (4,5%) e Fundos de Investimento (4,5%) – incluindo Seed Investors e Venture Capital.

Sobre faturamento, a maioria das respondentes (49%) afirmaram que seus ganhos mensais variam entre R$ 5 a 40 mil. Em segundo lugar, 21% faturam entre R$ 100 mil a 500 mil por mês e, apenas 11% ganham até R$ 5 mil mensais.

A questão do dinheiro, como investimento e fluxo de caixa, é um dos principais desafios citados pelas startups (14%), junto com a dificuldade em obter clientes (14%), seguidos por problemas com a regulamentação (13%). Em 2018, um dos obstáculos mais citados foram a burocracia (20%), inovação (18%) e a concorrência (13,4%).

 

 
28/11/2019 - 88% das pessoas afirmam que o score pode ajudar no acesso ao crédito

88% das pessoas afirmam que o score pode contribuir para o acesso ao crédito dos brasileiros. É o que mostra uma pesquisa inédita da Serasa Experian com mais de 1.500 consumidores de todo o país que já ouviram falar sobre o modelo estatístico, que auxilia na tomada de decisão para a concessão de crédito. O levantamento apontou ainda que 91,7% dos entrevistados têm a consciência que a educação financeira é um importante caminho para melhorar a pontuação.

"O score reflete o comportamento e hábitos da vida financeira da população, ou seja, quem tem uma boa pontuação é visto pelo mercado como um consumidor apto a receber melhores ofertas e condições na hora de fazer um financiamento. E o Cadastro Positivo deve intensificar esse processo. É importante que o score seja cada vez mais visto pelos brasileiros como uma ferramenta de empoderamento econômico", diz o diretor de Analytics e cientista de dados da Serasa Experian, Julio Guedes.

Quais são os principais motivos para consultar o score

A pesquisa mostrou que 72,4% dos entrevistados que já verificaram seu score, a maioria (52,6%), costuma fazer a consulta pelo menos uma vez por mês. Os motivos mais citados são para acompanhar a pontuação ou por curiosidade, antes de realizar uma compra ou empréstimo e antes de solicitar um cartão de crédito. O quarto motivo (25,3%) da consulta é após o consumidor ter tido um crédito negado.

A região Nordeste foi a que mais apontou a dificuldade em obter crédito como motivo para consulta, com 27,6% das respostas. Na sequência aparecem as regiões Norte e Centro-oeste, com a opção sendo apontada por 26,2% dos entrevistados; Sul (24,0%) e Sudeste (23,7%). Nas outras opções apresentadas na questão, o destaque se dá entre os nordestinos, os que mais afirmam ter consultado o score antes de solicitar um cartão de crédito (32,7%), enquanto os demais ficaram abaixo da média nacional – Sul (19,5%), Sudeste (24,2%) e Norte e Centro-oeste (22,7%).

"Estamos percebendo que cada vez mais a consulta do score tem se tornado um hábito na vida dos brasileiros e isso é extremamente positivo, mas ainda precisamos aumentar essa prática principalmente dentro desta parcela que busca as informações depois de enfrentar um impedimento financeiro. Se o consumidor for buscar um crédito maior, como o financiamento de um imóvel ou carro, por exemplo, o mais saudável a se fazer é se preparar previamente, com planejamento financeiro para evitar o impedimento na solicitação ou inadimplência no futuro", ressalta Guedes.

Dentro o percentual que afirmou pesquisar o score após ter o crédito negado, os motivos mais citados foram: dívidas pendentes (50%), o próprio score (48,6%) e renda (20,2%). Entre estes respondentes, apenas quem afirma que a negativação ocorreu por causa da renda tenta entender o motivo de não conseguir acessar o crédito. Essas pessoas procuram a empresa que consultou a pontuação ou a empresa que negou o crédito para solucionar a questão. Os demais dizem não procurar ninguém, na maioria das vezes.

São os homens os que mais afirmam que a negativa ocorreu por conta do score, motivo indicado por 55,7% dos respondentes. Já as mulheres acreditam que a principal razão são as dívidas pendentes (50,9%). Elas também sinalizam a renda mais do que eles – 21,1% ante 19,1% das respostas masculinas.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, evitar entender e solucionar o problema que causou a recusa por crédito não é a melhor atitude. Para ele, essa situação deveria ser encarada como alerta e oportunidade para o consumidor resolver sua situação financeira. "Aqueles que possuem dívidas negativadas, um dos motivos de grande impacto no score, podem aproveitar as recentes quedas nas taxas de juros, o momento propício de feirões de renegociação e até o décimo terceiro, se estiver no mercado de trabalho formal, para saldar as dívidas e consequentemente aumentar o score antes de buscar um novo crédito", diz.

Para aqueles que apontaram a renda como motivo, o Cadastro Positivo representa um importante benefício, de acordo com o economista. "Isso porque este novo sistema permite ao mercado enxergar todo o histórico e o comprometimento da renda, então, no caso de um consumidor de baixa renda, mas que tem capacidade para assumir um novo empréstimo e mantém bons hábitos de pagamento, com o Cadastro Positivo, aumentam as chances de ele conseguir crédito", afirma. Segundo estudo da Serasa Experian, o novo sistema pode incluir 22 milhões de brasileiros que hoje estão fora do mercado de crédito, apesar de possuírem histórico favorável de adimplência. 

Quase 94% dos entrevistados acreditam que o Cadastro Positivo irá aumentar o score

A pesquisa também questionou os participantes sobre o Cadastro Positivo. Aproximadamente 80% dos que afirmaram já ter consultado o score conhecem o sistema, sendo que 93,7% dizem acreditar que a pontuação será impactada positivamente pela inclusão das novas informações de adimplência. Apenas 2,7% não apostam no aumento da nota com o Cadastro Positivo, mesmo número de pessoas que dizem que a influência é indiferente – 0,9% responderam que não sabem.

"Os dados são a matéria-prima dos analistas, que agora poderão trabalhar com um cenário muito mais rico. Com muito mais informações disponíveis, os fatores que costumam ser considerados na formação do score ganham reforço, com variáveis que devem incluir os hábitos de pagamento dos clientes e outros detalhes como pontualidade, gastos mais frequentes, quanto da renda está comprometida, entre outras", conclui Guedes.

 
25/11/2019 - Os desafios da Indústria 4.0 no Brasil

Reduzir custos, melhorar a produtividade, oferecer maior variedade de produtos com preços menores e qualidade superior: está aí o sonho de muitas empresas ao redor do mundo. No caminho para atingi-los de maneira rápida e eficiente, muitas têm usado cada vez mais tecnologia para interligar toda a cadeia de produção e assim atingir seus objetivos, em um conceito que se tornou mais conhecido nos últimos tempos como “Indústria 4.0”.

Na prática, além de realizar investimentos em produtos e serviços modernos, capazes de atender à demanda que a companhia precisa, é necessário ter profissionais cada vez mais qualificados, aptos a entender o processo produtivo de maneira mais ampla, pensando em logística, clientes e fornecedores de maneira conjunta.

Trata-se de um verdadeiro desafio, já que muitos países ainda possuem grande parte da mão-de-obra formada por profissionais focados no entendimento exclusivo do controle de máquinas. Por outro lado, nos Estados Unidos e em muitos locais da Ásia, como Japão, China, Taiwan e Coreia do Sul, o processo de formação de profissionais já é mais maduro, com investimento contínuo na modernização das estruturas industriais para manter a competitividade em longo prazo, especialmente na indústria eletrônica e automotiva.

No Brasil, essa é uma realidade ainda distante, mas há setores que têm empreendido esforços para trabalhar nessa expansão, em especial os de autopeças, agronegócio e alimentos e bebidas. Há ainda um movimento positivo da indústria e de instituições de ensino superior e técnico no sentido de entender e implantar iniciativas voltadas para a Indústria 4.0.

Ao adotar esse conceito na prática, as consequências positivas poderão ser percebidas de maneira rápida e eficaz. No setor de autopeças especificamente, a minimização de erros ao substituir processos humanos por dados integrados do chão de fábrica à esfera corporativa traz mais transparência, além de  aumentar a qualidade e produtividade ao permitir rastrear toda a operação –  reduzindo a níveis extremamente baixos o envio de peças incorretas para os clientes, por exemplo. Isso é possível ao integrar o uso de Tecnologia da Informação com a Tecnologia da Operação, ou seja, deixando de usar planilhas para execução de ordens de produção para automatizar esse processo com softwares.

Para alcançar com sucesso o caminho para a Indústria 4.0, sua implantação deve ser feita passo a passo, de maneira modular e escalável, oferecendo retorno de investimento atrativo, servindo assim como incentivo para futuras instalações.

Diante de tantas vantagens a serem conquistadas, a realidade da base industrial no Brasil mostra que há um longo caminho a ser trilhado para atingirmos um nível de maturidade expressivo. Além do treinamento de profissionais, é necessário que as lideranças da indústria sejam capazes de visualizar a importância desse tipo de investimento, passando a mensurar retornos financeiros tangíveis no curto prazo. Com esse tipo de estratégia, será possível vencer e acelerar o desenvolvimento desse canal no País, ampliando a atuação das empresas e garantindo ainda mais oportunidade de competição no ambiente atual.

 
25/11/2019 - 5 passos para traçar metas (cumprir) e ser mais feliz em 2020

"Quem não surtou pelo menos uma vez, não viveu 2019", diz o meme compartilhado por milhões de brasileiros. Não por menos, em um ano tão turbulento no qual os níveis de ansiedade bateram recorde - cerca de 19,4 milhões de brasileiros são ansiosos segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) - e que até a nossa felicidade caiu -  o Brasil caiu 4 pontos no ranking mundial de felicidade no último - não é de se espantar que muita gente chegue aos últimos períodos do ano com aquela sensação de que "não chegou lá".

Para piorar, neste momento existe toda uma pressão social para que você faça uma nova lista de resoluções, mesmo que quase nada tenha saído do papel na lista anterior. "Os ciclos sociais são importantes, mas você precisa saber que pode a qualquer momento decidir mudar a sua vida e estabelecer novos objetivos. Não precisa esperar a segunda-feira ou o dia primeiro de janeiro", lembra Fagner Borges. 

Autor de "A Jornada da Liberdade" e líder do Movimento Freesider, o especialista em desenvolvimento humano explica porque muitas vezes não conseguimos tirar nossos projetos do papel. "Não é só sobre escrever o que você quer, você precisa entender os sentimentos que estão relacionados ao desenvolvimento daquela resolução e aos medos de tudo o que faz parte do sucesso ou fracasso daquele objetivo", aponta. "Vejo muita gente deixando de realizar seus sonhos porque no fundo tem medo do sucesso". 

1 - Pergunte-se o que você realmente quer

Perder peso, mudar de emprego, ganhar e guardar mais dinheiro, comprar um novo carro ou casa, viajar mais...Essas são algumas das resoluções que estão no topo de muitas listas de ano novo. Não há nada de errado se esses desejos estiverem na sua lista também, desde que essas sejam coisas que você escolheu, que fazem sentido para você e te motivam, conforme explica Fagner. "A sociedade muitas vezes nos empurra para uma vida que não escolhemos. Compramos algumas ideias de felicidade que nem sempre são nossas de verdade. Vamos em busca delas, cumprindo algumas etapas, e muitas vezes, quando estamos no meio do caminho já nem lembramos mais o porquê começamos e, claro, acabamos desistindo", alerta. "Lembre-se que uma lista de resoluções deve ser uma ferramenta para você ser mais feliz e não para o outro. Então esqueça a ideia de postar nas redes sociais as resoluções e se pergunte o que realmente faria você mais feliz". 

Pode ser que, lá no fundo, desacelerar seja mais importante para você do que ser promovido neste momento, que poder comer sem culpa te faça mais feliz do que perder peso, que buscar o seu filho na escola e ver ele vindo correndo pros seus braços para contar sobre o dia te motive mais do que viajar mais, ou ainda, que aprender a organizar suas finanças seja mais importante nesse momento do que aprender inglês. "Para ser mais feliz, você precisa descobrir o que realmente te traz esse sentimento e aí sim colocar mais disso no seu dia a dia", explica.

2 - Mude o foco

"Existe um motivo muito simples pelo qual você não se dedicou a realizar suas metas antes: a sua mente é preguiçosa", provoca Fagner. O especialista conta que todos nós temos mentes programadas para duas reações, buscar o prazer e fugir da dor. "Se você precisa estudar todos os dias para passar em uma prova, treinar todo dia para ganhar uma competição, ou se programar para uma viagem mais longa, você vai precisar deixar de lado algumas coisas confortáveis, que são consideradas fontes de prazer, e se forçar a fazer algo que traz desconforto. Desistimos de um objetivo porque nossa mente tenta sempre fazer com que a gente volte para o prazer e evite a dor", completa. 

Mas existe um jeito de você "burlar" esse sistema, conforme explica o especialista. "Crie uma imagem mental positiva de como você vai estar e o que você vai sentir quando conquistar a sua meta. Reforce essa imagem toda vez que for realizar as tarefas ligadas à sua resolução", ensina. "Você pode ainda visualizar o que vai acontecer caso você não cumpra esse sonho e como vai se sentir. Dessa forma você está trocando o foco: realizar as tarefas vai te levar ao prazer e não realizar vai te trazer dor".  

3 - Seja específico

Ganhar mais, viajar mais e aproveitar a vida são metas vagas e difíceis de realizar. Segundo Fagner Borges, o segredo é torná-las específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. "Você vai perceber que é muito mais fácil alcançar um objetivo quando ele está claro na sua mente", completa, antes de exemplificar as metas que foram criadas pelo consultor George T. Doran na década de 1980, e que são chamadas de SMART.

Fagner conta que o objetivo vazio de viajar mais pode ser específico quando se tornar em "viajar a cada dois meses" ou "viajar todos os feriados prolongados", por exemplo. "O objetivo se torna mensurável quando você estabelece quantas vezes vai viajar no próximo ano, para onde, ou qual valor passará a ganhar a mais. Esses valores precisam ser alcançáveis, então nada de criar algo que você sabe que não conseguirá alcançar em apenas um ano", alerta.

4 - Descubra o que te trava

Ao longo dos anos trabalhando com desenvolvimento pessoal em seus cursos, imersões e palestras, Fagner percebeu que a maior trava das pessoas para realizar um objeto é o medo e que, por mais incrível que pareça, nem sempre o que assusta mais é fracassar. "Temos crenças que foram construídas e nos limitam sem sabermos. A prosperidade financeira, por exemplo, está cheia delas. Pode ser que você tenha ouvido a sua vida toda que dinheiro é algo sujo, ou que o dinheiro modifica as pessoas e ainda pode ser que você tenha conhecido histórias e pessoas que reforçaram essas crenças", explica. "Com isso martelando lá no seu inconsciente, você dificilmente vai conseguir ter sucesso em resoluções ligadas ao financeiro. Quando você estiver próximo do seu objetivo, o medo de ter sucesso e tornar essas crenças reais vai fazer com que de alguma forma você se sabote". 

Por isso é fundamental entender quais as crenças que estão ligadas às áreas que você escolheu para estabelecer metas.   

5 - Encontre apoio

Fagner completa dizendo que é importante contar os objetivos para mais pessoas. "Você provavelmente não conseguiu atingir seus objetivos porque ninguém mais sabia e estava com você na busca pelo seu sonho", aponta. "Então sugiro que você faça um compromisso público em relação a uma grande meta. Você pode buscar amigos ou familiares que estarão com você nessa jornada ou pode buscar um novo círculo para isso", ensina. "Muitas vezes as pessoas próximas a você podem não entender os seus sonhos e objetivos. Nesta hora é importante buscar novos apoios. Dentro do Movimento Freesider, por exemplo, nós queremos conquistar uma vida com mais flexibilidade de tempo, mobilidade geográfica e independência financeira. Nós entendemos os desafios de quem está buscando as mesmas coisas e celebramos as conquistas de cada membro relacionada a essas áreas como se fossem nossas". 

 

 
25/11/2019 - Dez passos para uma boa tomada de decisão

Não sei que horas você acordou hoje, mas sei que desde que abriu os olhos está decidindo. O tempo todo temos que tomar decisões. Sem percebermos, durante grande parte das 24 horas, decidimos centenas de coisas "aparentemente sem importância" e, mesmo que nos pareçam pequenas, fazem toda a diferença na nossa rotina, na nossa vida pessoal e interferem também no coletivo, já que vivemos em  sociedade. Que roupa vestir, qual o caminho a tomar, que mensagens e a quem mandar, quais postagens comentar, o que comer, a que horas sair, qual momento de parar ou seguir? Luciano Salamacha, professor de MBA da FGV e da Esic Internacional, explica que na maioria dos casos, as decisões são automáticas. O nosso cérebro faz escolhas, baseado em nossas experiências anteriores, em nossos costumes locais, em nossa cultura ou construção psicológica, momento hormonal e até mesmo em nossa genética. 

Mas, e as decisões, como por exemplo, um projeto, a demissão ou contratação de um profissional, o corte ou o aporte de uma verba, a criação de algo maior dentro de uma empresa, a virada de um sistema de trabalho, a troca de emprego, o pedido de aumento salarial? Como decidir sobre isso e não errar?  Salamacha diz que não há como prescrever uma receita imune a falhas, mas há métodos que nos aproximam de decisões mais acertadas.

Tudo passa pelo cérebro, este órgão complexo, que muitas vezes decide por nós. Ele é responsável por aproximadamente 20% de toda a energia que consumimos. Portanto, poupar esforços está sempre no radar das decisões. É uma forma de garantir a sobrevivência, economizando energia para desafios maiores. Isso faz com que o cérebro automatize grande parte das escolhas, para que o esforço seja mínimo. Daí vem o perigo das decisões inconscientes. É quando deixamos de estar no comando de nossas vidas. Quem nunca comprou algo e se arrependeu? Só para ficar no exemplo mais evidente.

O professor Salamacha, que também é especialista em neurociência aplicada aos negócios, diz que alguns caminhos ajudam muito nas escolhas corporativas. E se você é daqueles que não decide nem mesmo pelo sabor da pizza que o grupo vai pedir, preste atenção nessas dicas e comece a opinar. Afinal, se você errou o sabor uma vez, terá novas descobertas e muitas outras pizzas para comer ao longo da vida.

Salamacha recomenda 10 passos para uma tomada de decisão mais assertiva:

1- Tenha uma mente aberta para coisas novas que possam surgir. Na tomada de decisão é comum que as variáveis que quer encontrar não são as que presumia que existissem. É mais ou menos como fazer uma busca com o objetivo de encontrar uma coisa que já sabe que está lá e nem sempre isso acontece.

 2- Questione as decisões rápidas. Normalmente elas são construídas normalmente apenas de forma emocional, sem utilizar o trinômio cérebro, paixão e suor.

 3- Nunca tome uma decisão baseada apenas no próprio ponto de vista. Olhe a decisão sobre o olhar do outro. É um exercício. Dá trabalho, mas o resultado pode surpreender.

 4- Meça as consequências, as perdas e os ganhos. Às vezes as perdas são tão pequenas que valem o risco. O ganho pode ser tão imenso e transformador que compense a perda. Se ousar não é seu gênero, tente de vez em quando. Você pode ter uma grata surpresa.

5- Visualize a sua vida, a dos seus companheiros e o seu trabalho, baseados numa pós decisão que tomaria. Fantasie para medir o que poderá ser bom, mas também aquilo que poderá ser desastroso.

 6- Cuidado com o pessimismo. Para a maioria das pessoas, o cérebro é essencialmente condicionado a pensar no pior. O otimismo é contagiante, é uma energia que pode fazer os projetos darem certo e que, de maneira bem prática, acaba com o sofrimento por antecipação. O otimismo contamina positivamente as pessoas em volta e pode ser a alavanca para o sucesso da sua decisão.

7- Tenha prudência. Decidir bem é pensar racionalmente. Mas a prudência é ver as coisas como elas são, reduzindo os filtros que podem turvar a visão. Como disse o filósofo e teólogo, Tomás de Aquino: "É que a prudência é a virtude da inteligência..."

8- Estabeleça prazo para a tomada de uma decisão. O tempo de hesitação pode te deixar para trás. Alguém pode estar à frente da mesma decisão e chegar primeiro. Não perca o tempo das coisas.

9- Pense em cenários incertos: quais reparos você deverá fazer caso sua decisão não dê o resultado que espera? É um medidor que nos dá um certo conforto, mesmo no erro, porque o remédio já foi pensado.

 10- Decida através dos seus valores, naquilo que acredita. Confie na sua visão e na sua vivência.

Por que será que para algumas pessoas tomar decisão é tão difícil, quase um sofrimento?

O professor explica que existem pessoas que se esquivam de tomar decisões por mais simples que sejam. Ao acertarmos uma decisão, mesmo que pequena, como o restaurante agradável para ir com a família, o cérebro produz ondas de dopamina e nos premia com sensações de bem-estar. Isso nos dá mais confiança para decidir outras vezes. Por outro lado, muitas pessoas deixam de decidir quando fazem escolhas erradas, ficam inseguras e não querem sentir o gosto amargo do fracasso novamente. Não caia nesta prisão.

É muito cômodo transferir as decisões para uma outra pessoa (lembra que o cérebro quer economizar energia?). Afinal, se errar, ela será cobrada. Mas e se ela acertar, os ganhos também serão dela e com eles irá construir uma vida, uma reputação e uma carreira mais sólida, mais respeitosa, mais admirada e mais promissora. 

Salamacha que participa de conselhos administrativos diz que a tomada de decisão consciente é um diferencial humano e precisa ser exercido com força dentro das corporações que buscam resultados. Isso não significa perder a conexão emocional, mas sim entender as emoções que estão permeando todas as relações, para que possamos, acima de tudo, termos empatia. Os melhores resultados de uma empresa são obtidos por pessoas, então é justo vivermos atentos às dores que atingem aqueles que nos cercam para que, neste sentido de compreensão mútua, possamos abrir espaço para tudo o que importa ao time. Seja bem-estar, desafio, resultado financeiro ou crescimento pessoal.  

O professor afirma que sempre é tempo de mudar coisas que não estão bem. E se esquivar de decisões é defeito no mundo corporativo. Líderes são escolhidos basicamente pelo poder de decisão. O treino em decidir ajuda nessa mudança, portanto exercite o "músculo decisório". Comece com decisões pequenas, mas vá ampliando o leque e dando autonomia para que o time também decida. Sejamos construtores de pessoas com poder de decisão. As decisões compartilhadas, sempre que possível, estreitam os laços, criam cumplicidade e estatisticamente diminuem riscos de erro.

Salamacha aconselha que se apesar de tudo isso, você decidir e errar enormemente, não desista. Afinal, o mundo é sim feito de escolhas e não vamos acertar 100% das vezes. Os enganos podem contar uma bela história de resiliência. O importante é transformá-los em lições para novas e melhores decisões. 

 

 
 
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