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Amanhã, vamos ser pagos para usar carros-humanoides
11/02/2020 - por Marcelo Nobrega

O futuro nos espera logo ali com a sua frota de carros ‘descoisificados’. Dotados de alto grau de consciência e sociabilidade, eles serão como novas espécies circulando entre nós, humanos.

Quer dizer… a essa altura, estaremos bem assemelhados aos não-humanos, por conta do número cada vez maior de dispositivos usados como extensão e/ou acoplados ao nosso corpo e cérebro.

Criados à nossa imagem e semelhança, nossos carros conversarão e trocarão experiências entre si. Mas nem perca tempo pensando em como será ter um carro-humanoide na sua garagem. Ele não estará lá, como veremos adiante.

 

Science fiction is now Science fact

O que é a Tesla e o que ela tem a ver com a cena descrita acima?

À primeira vista, a Tesla está no business de fazer carros. Segundo a wikipedia, ela é uma empresa norte-americana automotiva e de armazenamento de energia, que desenvolve, produz e vende automóveis elétricos de alto desempenho.

A companhia já comercializou mais de 500 mil unidades de seus diversos modelos elétricos. Começou com o Roadster, esportivo desenvolvido com a tecnologia da Lotus, em 2006, cuja produção foi descontinuada cinco anos depois. Hoje, seus mais de 45 mil funcionários produzem os elegantes Model S, Model X e Model 3. 

Em 2017, a Tesla alcançou um faturamento superior a US$1,5 bilhão.

Apesar do forte apelo de ambientalmente correta, a produção anual ainda não é tão significativa: no terceiro trimestre de 2018, fabricou 80 mil autos. Para efeitos de comparação, no mesmo ano, foram vendidos 89 mil Chevrolet Onix apenas no Brasil. Mesmo assim, os carros da Tesla já são 20% de todos os carros elétricos e estão nos EUA, Canadá, China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Dubai.

De onde virá um modelo de negócios realmente inovador para os carros do futuro?

Da combinação da internet das coisas (IoT) com a nuvem (cloud). É verdade que o software embarcado nos carros permite a comunicação entre o escritório da Tesla e os carros. Mas a gente sabe que dá para ir bem além, e a explicação é simples.

O modelo de negócios da Tesla se baseia no tripé venda, serviços e fornecimento de energia elétrica (selling, servicing and charging).

Vejamos rapidamente alguns aspectos bem reveladores:

 

Selling

Durante o projeto do primeiro carro da Tesla, o Roadster, estudos indicavam que o preço seria alto.

O que fazer?

Em vez de buscar baratear o projeto, eliminando diferenciais importantes, a empresa resolveu ir para o mercado com o price point mais alto. O resultado foi um sucesso.

Outra diferença em relação aos concorrentes tradicionais: a Tesla faz vendas online nos poucos showrooms administrados pela própria empresa. Em português claro: não vende por meio de concessionárias. Com isso, economiza a participação nos resultados.

 

Servicing

A Tesla ganha dinheiro com os serviços que presta aos donos dos seus carros.

O software de bordo monitora o funcionamento do automóvel e alerta sobre a necessidade de uma manutenção preventiva ou corretiva. Esse software é atualizado remotamente, por meio da nuvem.

Graças ao software, a manutenção é praticamente autônoma, já que dá instruções plenamente executáveis ao proprietário. Caso contrário, o diagnóstico poderá ser feito de forma remota por um técnico especializado.

Detalhe: tudo gratuitamente! (está incluído no preço do carro).

Percentual de problemas que podem ser identificados remotamente?

Noventa por cento! Mas, quer saber o mais notável? Evita a necessidade de que existam centros de serviço, uma economia – de novo - de tempo e dinheiro para todos.

Digamos que, por acaso, seja realmente necessário ir a um Service Center. O agendamento pode ser feito de dentro do próprio carro, por meio do software. O check in também é automático, feito sem intervenção humana, no exato momento em que o auto entra no centro de serviço.

Curiosidade: os centros de serviço são 3 X menores e 4 X mais rápidos do que os convencionais. Atendimento just in time, onde e quando você precisar.

Ter esse serviço móvel permitiu que a empresa inovasse em outro ponto e barateasse o carro, dando mais conforto ao proprietário: os Teslas não possuem pneu reserva. A empresa se deu conta de que a maioria dos seus proprietários chamava um serviço, quando tinha um pneu furado. Assim, mostrou-se totalmente desnecessário gastar espaço do porta-malas para acomodar um reserva. A unidade de serviço móvel leva e troca o pneu! Isso faz com que a empresa precise de 20% menos pneus do que qualquer outro concorrente e ofereça um espaço para bagagens acima da concorrência. Economia e orientação ao cliente!

 

Charging

A Tesla tem uma subsidiária, a SolarCity, que fabrica painéis solares. Com isso, desenvolveu uma tecnologia proprietária para a recarga de seus automóveis. E está criando uma extensa rede de pontos de recarga em hotéis, shopping centers, restaurantes, etc ... E as parcerias não têm limite. Um parceiro inusitado é a AirBnb. (Peça ajuda ao Google!)

No embalo da disrupção, para onde vamos?

O que descrevi é o que costuma ocorrer quando surgem modelos disruptivos de negócios: uma empresa desafia o status quo de um segmento estabelecido e, depois, expande sua atuação para outras indústrias.

Existem os negócios ‘software as a service´, que transformaram a indústria de TI, certo?

Então, quebre todas as caixas! Que tal ‘car as a service´?

Na verdade, esse movimento já começou. Abordei inclusive algumas dessas transformações no artigo `Vai um Uber Shower ou um Coworking car aí?

Ninguém mais vai precisar comprar carros. Isso já é uma clara tendência entre os jovens hoje. O que muda é que seremos PAGOS para usá-los. Seremos pagos para utilizar alguns serviços oferecidos pelo automóvel. E até para sermos transportados!

Quantas pessoas usam carros para ir e vir diariamente e quanto tempo elas permanecem no interior destes espaços móveis? O que elas poderiam fazer durante esse tempo?

Quantos anúncios digitais, entretenimento, aprendizado, computadores, games e comunicações de todo tipo podem ser utilizados nesse período gasto em deslocamento?

Quantos dados, no formato de sinais ou alertas, texto, áudio ou vídeo, trafegarão to/from e entre automóveis e pessoas embarcadas neles?

Sob o ponto de vista da comunicação, abre-se um horizonte fantástico de serviços e funcionalidades - localizar o posto de abastecimento mais próximo (e mais barato), identificar caronas, definir o caminho mais curto, checar as condições de trânsito e a melhor hora do dia para fazer determinado percurso.

Ok, muitas coisas que o Waze já faz.

O problema é que o Waze ainda não aprende com você, não sabe identificar seu caminho preferido - mesmo que não seja o ideal. O carro inteligente, ciente do seu destino, pode ainda apresentar um check list para a viagem: colocou na mala os itens de que você precisa? Abasteceu? Lembrou-se de comprar o presente para quem você vai visitar?

Pode ainda sugerir paradas no caminho - naquele restaurante pitoresco, naquela praia que você conheceu anos atrás. Tudo isso baseado em experiências anteriores. É como se o carro virasse um personal assistant. Basta chamar o veículo e ele, de imediato, sabe quem você é. É a experiência de ser atendido por um carro do qual você gosta. E a recíproca é verdadeira!

Um sonoro ‘não’ ao modelo spoke and hub de comunicação.

Se os carros podem se comunicar com o escritório central da montadora, porque limitar-se a um modelo spoke and hub de comunicação? Todos os carros da Tesla podem, em teoria, contatar qualquer outro carro fabricado pela empresa, em qualquer lugar do mundo.

Imagine o que isso pode criar. Lembra da provocação dos carros-humanoides, lá no início do artigo? Os carros vão aprender uns com os outros. Estarão aptos a desenhar mapas, sugerir melhorias na estrutura viária de uma cidade, comunicar alertas. Se algo muda repentinamente do outro lado da cidade, ele dispara um alerta entre os carros que estão indo para aquele destino.

O céu é o limite. Carros podem acionar ambulâncias, bombeiros ou outros serviços de urgência. A ´visão´ e a ´audição´ dos carros autônomos serão ampliadas. E o que a inteligência artificial poderá fazer com esses dados é incalculável.

 

Data is the new oil

Aonde isso chegará?

Não faço ideia. Não há como prever no que os atuais automóveis da Tesla se transformarão. Os carros do futuro serão fabricados pela Tesla ou outra empresa que está nascendo agora?

Totalmente disruptivos, os carros (como serão chamados, hein?) virão da inventividade de pessoas que, nesse momento, ainda engatinham. Disso eu tenho certeza, pois ao buscar imagens do carro do futuro na internet, você perceberá que a maioria dos desenhos futuristas de hoje são muito parecidos com aqueles feitos em 1957. (Pergunte ao Google!)

E como no famoso bordão de uma propaganda dos anos 1980, ‘eu sou você amanhã’ é o claro recado que vejo a Tesla dando para a Apple! Ou será ao contrário?

E já parou para pensar numa coisa: na era do carro-humanoide-coletivo-central-de-serviços, no que serão transformadas as nossas garagens?

 
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